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20/ 02/ 2010 | Categoria: Mundo

Circuncisão feminina: Mutilação da genitália, alma e psicológica que pode levar a morte

Circuncisão feminina: tradição ou violência?

 

O país era a Somália. O ano, 1970. Wairis Dirie tinha 5 anos. Morava na região de Gallcaio quando foi submetida a um procedimento de circuncisão feminina, também chamada de mutilação vaginal. Aos 13 anos, foi forçada a casar com um homem de 60. Desesperada, fugiu a pé até a capital Mogadíscio. De lá, partiu para Londres, onde foi descoberta pelo fotógrafo britânico Terence Donovan. Logo se tornou uma modelo de sucesso. “Há 15 anos, percebi que poderia fazer algo melhor pelo mundo do que desfilar”, contou Waris Dirie, que está no Brasil para o carnaval. Foi quando decidiu contar ao mundo sua história. Em 2002, criou a Waris Dirie Foundation que tem como objetivo acabar com a mutilação genital feminina (MGF).

 

A MGF é um procedimento que envolve o corte de parte ou toda a genitália. Ela é geralmente feita em meninas entre 4 e 15 anos de idade. No entanto, em alguns países como a Etiópia, há casos de garotas de 1 ano, ou menos, submetidas à circuncisão.

 

Há polêmica acerca da circuncisão feminina, pois muitos não a veem como um crime, mas sim uma prática cultural. “Sou contra a mutilação, mas é parte de uma cultura tribal”, afirma David Wiley, professor de sociologia e estudos africanos da Universidade de Michigan. “Porém, as culturas sempre se modificam e temos de trabalhar para que essas práticas sejam deixadas de lado”, pondera.

 

Já o nigeriano Mallami Azeez Kayode, analista do jornal “African News Switzerland”, condena: “A MGF é um crime contra a humanidade. E discordo totalmente dessa tradição irracional”.

 

"Nas regiões em que é praticada, a circuncisão feminina é vista como uma iniciação da mulher à vida adulta ou, até mesmo, como prática higiênica.

 

“Em Benin (país do oeste africano), não consideramos a mutilação genital feminina crime. É um processo socialmente aceito como um método de limpeza”, explica o professor de política internacional Stanley Eke Orobator, da Universidade de Benin.

 

Em outros casos, está relacionada a rituais ligados ao Corão e ao Hadith (registros sobre a história de Maomé). A ligação com a fé, no entanto, não é justificativa para Waris: “Nenhuma religião diz que em algum momento você pode mutilar meninas ainda bebês”, protesta a ex-modelo que também é embaixadora das Nações Unidas. “A ignorância leva pessoas a acreditarem em qualquer coisa”.

 

Tipos

 

Existem três tipos de MGF: o primeiro, chamado clitoridectomia, consiste na remoção total ou parcial do clitóris. Outro tipo, a extirpação, retira o clitóris e os pequenos lábios. Na infibulação, corta-se ou raspa-se também os grandes lábios, o que provoca estreitamento da abertura vaginal. Em geral, as incisões são feitas com lâminas não esterilizadas sem anestesia, e para a cicatrização amarram-se as pernas da mulher. Quem executa, normalmente, são mulheres da família ou pessoas designadas nas tribos.

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a falta de antibióticos e instrumentos adequados causa morte imediata de um terço das meninas submetidas à MGF. Segundo o estudo “Mulheres e Saúde: Evidências de Hoje”, publicado pela OMS em 2009, na África, cerca de 92,5 milhões de meninas maiores de 10 anos sofrem as sequelas da mutilação. Por ano, 3 milhões de garotas passam pelo ritual no continente africano, onde ocorre o maior número dos casos.

 

Segundo dados da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a circuncisão feminina pode causar choque, devido à dor e ao trauma, além de infecções generalizadas. Outros problemas estão ligados ao acúmulo de pus, aumento da propensão a contrair HIV ou hepatite, infertilidade, obstrução da menstruação e formação de pedras na bexiga. O parto das meninas submetidas à mutilação pode causar infecção e até hemorragia (estima-se que 55% morrem depois de dar à luz).

 

A OMS afirma ainda que a MGF ocorra em países do leste, oeste e nordeste africanos, na Ásia e no Oriente Médio, além de algumas comunidades de imigrantes na América do Norte e Europa. No Egito e na Etiópia, leis proibindo a circuncisão foram criadas, mas não provocaram alterações profundas nos quadros. “Eu não sei por que me tornei símbolo de um ato tão perverso. Sinto-me muito sozinha nessa luta”, lamenta Waris. (eband com adaptações)


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