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5/ 05/ 2010 | Categoria: Saúde

Dor na panturrilha pode ser sinal de um sério problema vascular

 Especialistas pedem atenção à chamada claudicação intermitente.

A claudicação intermitente é um sintoma pouco familiar para quem não sofre com a falta de circulação do sangue nas pernas. Embora o nome pareça complicado, o problema nada mais é do que a dor nos membros inferiores durante uma caminhada, em decorrência da diminuição de fluxo de sangue e oxigênio na região. O transtorno é uma manifestação das doenças que levam ao estreitamento das artérias e atinge cerca de 5% da população brasileira, em especial os indivíduos na faixa etária dos 55 a 60 anos.

Indicativa de males vasculares, a claudicação intermitente pode ser confundida com lesões nos músculos pelos desavisados. A confusão preocupa especialistas, já que os casos mais graves podem levar à amputação das pernas. O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), José Luís Camarinha do Nascimento Silva, explica que o incômodo pode acontecer também nas nádegas, quadril, coxas, panturrilhas e nos pés. “A claudicação intermitente é a manifestação clínica mais comum da doença arterial obstrutiva periférica (Daop), na maioria das vezes ocasionada pelo acúmulo de placas de gorduras no interior dos vasos sanguíneos”, aponta.

Segundo o médico, é preciso estar alerta. “As artérias dos membros inferiores podem não ser as únicas atingidas pelos bloqueios da circulação do sangue. Geralmente, o comprometimento desses membros é um aviso precoce da obstrução dos vasos em outros lugares do corpo, como o coração e o cérebro. Por isso, a dor não deve jamais ser menosprezada”, avisa o especialista.

“A claudicação intermitente surge durante a caminhada porque o músculo, que está pouco irrigado e sem oxigênio, é exigido pelo exercício. Nos casos mais leves, quando a marcha é interrompida ou o esforço é reduzido, a dor cessa. Nos casos mais graves, poucos metros são suficientes para a dor aparecer. No estágio mais avançado do problema vascular, até em repouso o paciente sente o incômodo”, observa a angiologista Rita Vilanova. “A qualidade de vida é muito comprometida, pois a pessoa se vê impossibilitada de andar”, acrescenta.

Riscos
O diagnóstico é feito com o auxílio de um equipamento de ultrassom, que indica onde está a obstrução da artéria. Cirurgiões vasculares e angiologistas são os profissionais habilitados para identificar e tratar os males circulatórios e seus sintomas. Acostumados a lidar com o problema, eles são unânimes: obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol, diabetes mellitus, estresse e histórico familiar são fatores de risco para doenças arteriais e, consequentemente, para a claudicação.

A professora Cleuza Maria Goulart Reis, 60 anos, demorou a perceber que a sensação de fraqueza nas pernas era decorrente de um problema nas artérias. A claudicação foi mais evidente no quadril. “Nas pernas, eu sentia um cansaço intenso. Moro em Belo Horizonte e algumas ruas são íngremes. Ao andar por elas, sentia fraqueza nas coxas e panturrilhas. A sensação era de ter escalado uma montanha. Procurei ajuda médica ao perceber que meu dedão do pé estava roxo, completamente sem circulação. O problema já está avançado e precisarei fazer uma cirurgia”, conta a mineira, que abandonou o cigarro há pouco tempo.

Demora
O cirurgião vascular Túlio Navarro será responsável pelo procedimento que poderá melhorar a vida de Cleuza. O médico explica que a professora não sentia dores porque andava pouco no dia a dia, o que acabou postergando a procura de atendimento especializado e agravando a situação. “As medidas para tratar a claudicação dependem da gravidade da doença vascular. Os casos mais leves podem ser atenuados com exercícios fisioterapêuticos orientados e medicação capaz de dilatar os vasos, os conhecidos vasodilatadores. Os mais avançados necessitam de intervenção cirúrgica, que pode ser a cirurgia convencional ou a endovascular, na qual colocamos um stent (uma espécie de mola que serve para desobstruir o vaso) no local da obstrução”, diz. Navarro lembra que as doenças arteriais não têm cura, por isso os cuidados são fundamentais. “É essencial levar uma vida saudável e estar atento ao aparecimento de novas dores”, aconselha.

O comerciante Mauro Rodrigues Nunes, 65 anos, precisou parar de trabalhar por conta da claudicação intermitente. Fumante desde a juventude, ele se arrepende do vício e sabe que o cigarro contribuiu para prejudicar sua saúde. “Na minha família, os casos de problemas vasculares sempre existiram. A claudicação me atingiu na panturrilha, sentia dores horríveis e não conseguia andar 150m. Meus pés chegavam a adormecer”, relata. Os médicos verificaram o problema nas artérias e colocaram dois stents na perna esquerda de Mauro há um mês. “Já consigo andar 1km sem sentir o incômodo na perna operada. Estamos avaliando se será preciso fazer o mesmo procedimento na outra perna. O cigarro faz parte do passado e eu estou aliviado. Sou uma pessoa ativa, gosto de passear, de pescar e minha vida estava parada. Acho que agora posso recomeçar”, comemora.  (CB)


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